Natureza humana

Paulo Mendes da Rocha não superestima a importância do ser humano em relação ao universo: somos, diz ele, frágeis habitantes de um pequeno pedaço de matéria que gira desamparado pelo espaço. Mas o arquiteto também não deixa de reconhecer a nossa extraordinária capacidade de modificar nosso meio, e defende a ideia – um tanto polêmica – de que a natureza está aí sobretudo para ser transformada pelas e para as pessoas.

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Um trambolho

A visão que Paulo Mendes da Rocha tem da natureza é abordada pela produtora cultural Ana Helena Curti e pelos arquitetos Guilherme Wisnik e Pedro Mendes da Rocha.

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Cidade do Tietê

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Acervo Paulo Mendes da Rocha

Estado de São Paulo | 1980 | projeto não realizado

Paulo Mendes da Rocha propôs a criação de um grande porto fluvial nas águas do Rio Tietê, entre os municípios paulistas de Lins e Novo Horizonte. Capaz de interligar as redes rodoviária e ferroviária já existentes no curso do rio, a obra daria origem a um polo de desenvolvimento regional, opondo-se ao “colar de cidades” – todas dependentes e especializadas – que se estabeleceu historicamente em torno das rodovias e ferrovias.

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Capricho da natureza

Paulo Mendes da Rocha comenta seu projeto de criação de uma cidade portuária no curso do Rio Tietê, no estado de São Paulo.

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Nada flui melhor do que a água

Paulo Mendes da Rocha fala das facilidades que a água oferece para o transporte – seja de cargas, seja de pessoas – e comenta o potencial de desenvolvimento de uma rede de navegação fluvial por toda a América Latina, integrando os países da região.

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Baía de Montevidéu

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Acervo Paulo Mendes da Rocha

Uruguai | 1998 | projeto não realizado

Hoje, a baía de Montevidéu representa um entrave no dia a dia da capital uruguaia. E este projeto de Paulo Mendes da Rocha foi pensado justamente para inverter a situação: fazer a cidade dirigir-se à baía, de modo concêntrico, incorporando essa superfície de água em seu cotidiano. Assim, ela se transforma em uma praça de água (suas margens seriam retificadas para explicitar essa intenção), e o espaço poderia ser atravessado com a ajuda de uma frota de barcos – meio de transporte leve e de massa que aliviaria o engarrafamento de automóveis nas vias da cidade. Trata-se, portanto, de uma visão um tanto “veneziana” da relação entre o ser humano e a natureza e da ideia de vida no ambiente urbano: assim ressignificada, a baía passaria a ser uma espécie de San Marco inundada.

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“É muito interessante, para mim, o exemplo de Veneza. Não a Veneza sempre decantada pela beleza dos seus palácios, mas aquela que é vista como supremo empreendimento humano. Porque esse lugar, a Laguna Vêneta, era o mais desaconselhável sítio para edificar uma cidade. Para isso, foi necessário consolidar novos desenhos, configurando canais, terraplenos perfeitos nos pequenos ilhotes que afloravam lá naquela laguna – que era pura vaza –, com o emprego de técnicas nunca antes aplicadas com tanta energia. E quem moveu tudo isso foi a navegação, o comércio, que se queria instalar no coração da Europa. Essa dimensão de transformação do lugar é que me parece ser a grande questão da arquitetura, mais do que o simples afloramento de objetos isolados.”

Paulo Mendes da Rocha, trecho de “Consolider un lieu” – texto publicado em 2000 na revista Diachronicles

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“Raciocínios fáceis de fazer”

Paulo Mendes da Rocha fala sobre seu projeto para a baía de Montevidéu, no Uruguai.